NO TRABALHO

Top 10 Empresas que Ajudam Refugiados no Mundo Todo


Dados divulgados pela Agência de Refugiados da ONU apresentaram um aumento assustador na quantidade de refugiados no mundo. Só no Brasil o número de pedidos de refúgio já passa de 19 mil, 161% a mais do que no mesmo período ano passado.

 

Dos 69 milhões de refugiados no mundo em 2017 (recorde anual histórico), cerca de 12 milhões são provenientes da Síria.

 

Ao adentrar em território estrangeiro, as famílias deslocadas à força por conta de conflitos armados, ausência de serviços básicos e hostilidades de motivação étnica e racial, enfrentam dois novos desafios: a inclusão de refugiados no mercado de trabalho e a resistência à sua presença por parte da população temente às consequências do aumento do desemprego.

Embora o Brasil tenha boas políticas de acolhimento dos refugiados no mundo, o recente episódio ocorrido em Roraima é uma evidência do grau de xenofobia e discriminação sofridos por essas famílias, compostas, em sua maioria, por menores de idade. Em outros países, episódios semelhantes vêm acontecendo como o ataque ao imigrante Cisse Diebel, atacado a tiros por locais em Nápoles, na Itália semana passada.

 

Em Pacaraima – RR, mais de 1200 venezuelanos tiveram que cruzar a fronteira de volta após os ataques xenófobos promovidos por brasileiros organizados em rede social. 

 

Diante dos desdobramentos da crise de refugiados no mundo, algumas grandes empresas decidiram se posicionar contra as injustiças sociais e mostrar ao mundo que ser solidário pode ser bom para a sociedade e para os negócios. São elas:

1. STARBUCKS

O CEO da Starbucks Howard Schultz e equipe na inauguração de uma das lojas da rede.

Em parceria com a Agência de Refugiados das Nações Unidas, a gigante Starbucks, se comprometeu a contratar pelo menos 10 mil refugiados no mundo todo, incluindo Brasil, até 2022. A ação foi tomada em resposta à medida do presidente norte-americano Donald Trump de suspender a entrada de refugiados sírios e vistos de viagens a seis nações de maioria muçulmana. Depois do anúncio da ação social, o presidente Trump declarou publicamente que “talvez todos devessem boicotar o Starbucks” e a empresa foi alvo de grande rejeição por parte de grupos conservadores norte-americanos que prometeram nunca mais botar os pés na franquia lançando uma campanha no Twitter “Boycott Starbucks”. Contudo, a campanha promovida pelos haters não afetou as ações da companhia que até subiram naquele mesmo semestre.

 

 

2. MICROSOFT

O Diretor Executivo da Microsoft Brad Smith e a Presidente da KIND Wendy Young.

Em parceria com a atriz Angelina Jolie a gigante Microsoft lançou o programa KIND (Kids in Need of Defense, em português, Crianças que Precisam de Proteção) que consiste em uma rede de advogados que representam menores de idade estrangeiros que entram nos Estados Unidos sem um guardião legal e acabam enfrentando a deportação imediata e sem direito a um defensor público. De acordo com a UNICEF, em 2017,  mais de 300 mil crianças refugiadas no mundo todo deslocaram-se sem a presença dos pais ou representantes legais.

 

 

3. AIR BNB

Há anos, o maior serviço de hospedagem do mundo Air BNB possui um programa paralelo chamado Open Homes (Acomodações Abertas) que permite que qualquer usuário do serviço se disponha a receber um refugiado em situação de necessidade arcando com os custos (ou parte dos custos) da hospedagem. Atualmente, existem mais de 6000 hospedagens listadas em regiões específicas (as mais afetadas pela crise dos refugiados no mundo, em sua maioria EUA e Europa) do planeta no programa que até então já recebeu mais de 11 mil pessoas.

 

 

4. UBER

Donativos para refugiados doados pela Calgary Food Bank e outras empresas

Em 2015, a Uber lançou a iniciativa Uber Giving, que consiste na utilização dos veículos cadastrados para busca e entrega de itens para doação, como roupas, comida e produtos de higiene dentro de horários específicos. A solicitação do carro e a corrida nesses casos não é cobrada do usuário e a corrida fica por conta da empresa. A iniciativa, motivada pela crise dos refugiados, abrange 66 cidades ao redor do mundo (em sua maioria na Europa).

 

 

 

5. GOOGLE

O app refugee.info tem versões em várias línguas

Em 2015, a Google conseguiu reunir 5.5 milhões de dólares em doações (a própria doou 1 mi) para organizações humanitárias que oferecem suporte para refugiados no mundo todo dentre elas, a organização Médicos Sem Fronteiras e a Save The Children. E não parou por aí, no ano seguinte, a gigante desenvolveu a plataforma refugee.info que oferece para refugiados em países europeus (Bulgaria, Grécia, Itália e Sérvia) localizações e direções de pontos de apoio como por exemplo, serviços médicos e sociais.

 

 

6. TRIP ADVISOR

Em setembro de 2016 a Trip Advisor, em parceria com a organização International Rescue Committee , se comprometeu a doar pelo menos 5 milhões de dólares nos próximos três anos para refugiados nos Estados Unidos. A campanha Welcome Home (Bem Vindo ao Lar) também oferece uma ampla seleção de passeios e visitas gratuitas a locais turísticos para esses refugiados tendo em vista familiarizá-los com os cenários e a cultura local.

 

 

7. LINKEDIN

Reconhecendo as dificuldades de certos grupos menos privilegiados em construir redes de contato e ter acesso a novas oportunidades a LinkedIn lançou a plataforma LinkedIn for Good (LinkedIn para o Bem) que visa estimular a oferta de emprego a aprendizado para esses grupos, dentre os quais: jovens, veteranos e refugiados. Esses últimos recebem treinamento e material de ensino para melhor uso da rede LinkedIn e são conectados a organizações parceiras do mundo todo que facilitam sua empregabilidade. No ano passado o programa atingiu mais de 1 milhão de pessoas beneficiadas no mundo todo.

 

 

8. BAYERN DE MUNIQUE

O ex-refugiado Alphonso Davies jogará pelo clube alemão neste ano assim que completar 18 anos

Em 2015, o renomado clube de futebol alemão teve a iniciativa de construir um campo de treino para jovens refugiados do mundo inteiro que chegaram em Munique oferencendo para todas elas alimentação, treinos de futebol e aulas de alemão gratuitas. Além disso, o clube também doou 1 milhão de euros para projetos de acolhimento de refugiados. O curioso é que hoje, uma das promessas do time para a próxima temporada, o jovem Ganês Alphonso Davies nasceu em um campo de refugiados na cidade de Buduburam em Gana.

 

 

9. UPS

A chegada do avião cargueiro da UPS com mantimentos no Nepal após o terremoto de 2015

A Fundação UPS, da gigante transportadora de cargas norte-americana, em 2016 se comprometeu a levantar 14 milhões de dólares em doações para organizações humanitárias que oferecem suporte para refugiados. Dentre essas organizações, a Comissão para Refugiados das Nações Unidas recebeu um aporte para expandir o programa UPS Relief Link que tem por objetivo acelerar a distribuição de itens básicos, como medicamentos e alimentos, para refugiados no mundo inteiro. Até agora mais de 120 mil refugiados já foram beneficiados pelo programa.

 

10. WEWORK

A empresa norte americana que oferece espaços de co-working criou no ano passado a WeWork Refugee Initiative, se comprometendo a contratar até 1500 refugiados em um período de cinco anos. A ideia é reunir empresas e refugiados em um esforço coletivo para oferecer oportunidades de emprego, auxílio, treinamentos e redes de contato para refugiados de todas as partes do mundo. Vale lembrar que a iniciativa também existe no Brasil.

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