TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Os Novos Negócios que Combatem a Violência Contra a Mulher


Quando uma mulher sofre violência, a omissão de quem está de fora pode ser fatal. 2019 só tem 7 dias e os casos de violência contra a mulher e feminicídios no Brasil já não podem ser mais contados pelos dedos das mãos. 

O Brasil está hoje em 5 lugar no ranking de violência contra a mulher

Ainda que existam dispositivos legais, institutos e delegacias especializadas, a falta de prevenção e a omissão da própria vítima ou de quem toma conhecimento da violência contra a mulher parecem ser fatores decisivos para o aumento constante desses casos no Brasil e no mundo. 

Na maioria esmagadora dos casos, o criminoso é alguém próximo da vítima. Sendo assim, por medo ou vergonha, muitas delas ignoram as agressões sofridas e quem está em torno prefere se omitir com receio de se comprometer. 

Acima, o coletivo de mulheres que desenvolveu o app Mete a Colher, que combate a violência contra a mulher.  

O que poucos sabem é que, no lugar do medo e da omissão, estão surgindo novos negócios dedicados exclusivamente a combater a violência contra a mulher. 

É o caso do aplicativo Mete a Colher, fundado por um coletivo de mulheres brasileiras engajadas na causa. Além deste, decidimos listar aqui outras iniciativas que vão fazer a diferença nessa luta. 

1. LADYDRIVER

Em São Paulo, a cada 15 segundos uma mulher se torna vítima de abuso e casos de violência contra a mulher nos transportes públicos e individuais não são exceção. São Paulo, que é hoje uma das cidades mais violentas do mundo para mulheres é também onde se encontram as criadoras do aplicativo LadyDriver que oferece serviços de transporte particular dirigidos somente por mulheres, uma espécie de Uber só para mulheres. Se faz diferença? O aplicativo hoje já conta 8000 motoristas cadastradas e mais de 100,000 usuárias.

2. FREE FROM

Dentre as muitas razões que dificultam as mulheres de se libertarem dos parceiros que cometem abusos, a principal, é a dependência financeira.  Muitas vezes isso acontece porque o parceiro impede que a mulher estude ou arranje um emprego. Para combater esse tipo de atitude, a organização Free From funciona como uma espécie de incubadora só para mulheres, que oferece suporte ao empreendedorismo a um custo muito acessível dispondo de assessoria jurídica, mentorias, consultorias em marketing além de parcerias com organizações interessadas. A ideia é combater a violência contra a mulher estimulando o empreendedorismo entre elas. 

3. LEAF INNOVATION 

Essa empresa é a responsável por desenvolver o Safer Pro, um dispositivo de segurança inteligente que a mulher pode utilizar como se fosse uma pulseira, um anel ou um cordão. Com apenas um botão, a vítima pode enviar um sinal de emergência para números celulares (guardiões) selecionados com a localização exata de onde a violência está acontecendo. Caso a vítima não consiga apertar o botão, o dispositivo também é capaz detectar altos níveis de estresse emocional e mandar o sinal para os guardiões do mesmo jeito.

4. PINK SAMARITAN

Lançado em 2017, o app Pink Samaritan é uma iniciativa da Asianet que conta com o apoio do Facebook. O aplicativo cria um eco-sistema digital conectando mulheres a um grupo de pessoas voluntárias (os “samaritanos rosas”) para interferirem em casos de abuso e violência. Para ser um “samaritano” é necessário que a pessoa passe por uma série de processos de verificação de confiabilidade e autenticidade. Assim que a mulher envia um SOS pelo aplicativo, o samaritano mais próximo é acionado para interferir.

5. SAFECITY

Safecity é uma plataforma de crowdsourcing para acontecimentos de abusos e violência contra a mulher em espaços públicos. O app agrega esses acontecimentos e demarca as regiões mais e menos perigosas para mulheres. O app registra as ocorrências anonimamente e auxilia tanto os indivíduos quanto as autoridades, que podem usar esses dados para identificar fatores propícios em lugares de muitas ocorrências. 

6. DON’T FEAR

Este aplicativo funciona da mesma maneira que o dispositivo Safer Pro citado acima, com a diferença de que se trata de um app. O Don’t Fear envia um sinal de SOS para outros celulares registrados enviando a localização da vítima. Além disso, o app é capaz de retirar o celular registrado do modo “Não Perturbe” caso o mesmo esteja no momento do envio do sinal.

7. SAFETIPIN

O app Safetipin foi criado para mostrar os locais através de uma lente de segurança. Através dele, as mulheres podem observar quais os bairros são mais afetados por casos de abusos e violência contra a mulher e dar uma nota para cada localidade de acordo com sua própria avaliação. Além disso, o aplicativo oferece quais a rotas mais seguras para se percorrer nos espaços públicos. É possível que futuramente este aplicativo esteja integrado ao Uber.

8. METE A COLHER

O Mete a Colher é uma rede de apoio que ajuda mulheres a sairem de relacionamentos abusivos e enfrentar a violência doméstica. O app é todo baseado em conversas, com uma lógica parecida com a do Whatsapp e a do Facebook Messenger, sendo que apenas mulheres podem fazer parte. Para manter a segurança delas, além do login via Facebook, há também a opção de um código PIN para acesso e mensagens criptografadas que se apagam depois de um tempo. Desse modo, a usuária pode oferecer ou pedir ajuda digitando um relato ou enviando um áudio. A mesma usuária poderá também oferecer ajuda com apoio psicológico, jurídico ou no mercado de trabalho.

9. ME RESPEITA

“Mais do que um aplicativo, queremos ser um auxílio no combate à violência contra a mulher”. É isso o que informa a biografia do app, que pode ser usada por uma mulher que queira relatar um assédio ou somente cadastrar um contato de emergência por precaução. Para se cadastrar, é preciso colocar um nome e um contato de emergência, que será sempre ativado no caso de necessidade ou se acionado pela usuária.

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