TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Os Investimentos que Podem $olucionar o Aquecimento Global


Enquanto você lê esta postagem, a Carolina do Norte (EUA) ainda sofre com as sequelas do Furacão Florence, mais uma das consequências do aquecimento global que o mundo sente neste ano.

O Florence atingiu a costa da Carolina do Norte na sexta-feira, dia 14 de setembro

 

As atividades econômicas ligadas à queima de combustíveis fósseis, ao desmatamento e à pecuária extensiva são as maiores causas da emissão de gases de efeito estufa (GEE) que provocam o aumento da temperatura média da terra e alterações climáticas bruscas, responsáveis pelo aumento de fenômenos climáticos como furacões, secas e enchentes: catastróficas consequências do aquecimento global.

 

A gigante Unilever pretende se neutralizar todas as suas emissões de CO2 até 2030

Apesar do compromisso de 90% das corporações de alto impacto como Unilever, L’Oreal e Nissan com as metas de emissão de CO2 estabelecidas no Acordo de Paris para 2030, as medidas adotadas por elas são quase todas de ordem mitigatória, ou seja, visam tão somente minimizar seus próprios impactos, incorporando novas soluções que vêm de fora dos seus espaços.

A Tesla, fundada em 2003, é hoje o exemplo mais bem sucedido de empresa que surgiu e cresceu propondo soluções para as causas e consequências do aquecimento global. Acima, vemos Elon Musk segurando a sua mais nova invenção, a “telha solar”

Fora do ambiente controlado pelas “gigantes”, as soluções para o fim das emissões de GEE (e outros impactos ambientais) parecem exigir um novo tipo de empreendedor, mais consciente e ousado, dentro de uma nova cultura organizacional estimulante, livre e criativa.

Substitutos da carne vermelha, estradas que geram energia, “edifícios verdes” e apps de monitoramento de resíduos são só algumas dentre as várias soluções propostas por pesquisadores e startups que estão mudando o nome do jogo e deverão no futuro reduzir as consequências do aquecimento global.

Veja aqui alguns exemplos de investimentos que tendem a crescer nas próximas décadas:

 

1. FONTES ALTERNATIVAS DE ENERGIA

A desativação das matrizes emissoras de CO2 talvez seja a principal transformação que a humanidade verá nas próximas três décadas. Estima-se que até 2050 as fontes renováveis de energia serão responsáveis pelo abastecimento da metade da população mundial, sendo a China hoje o principal investidor no mercado, que já pode ser considerado competitivo.

Contudo, investir em energia alternativa não significa investir somente em placas e turbinas. Controle e educação no consumo e otimização de energia são igualmente importantes. Um exemplo disso é a startup Verdigris que usa inteligência artificial na otimização do uso de energia em prédios comerciais.

O CEO da Verdigris Mark Chung desenvolveu uma forma não invasiva de detectar desperdício de energia em casas e edificações.

 

2. TRANSPORTES “CARBON FREE”

Emissões de GEE a partir de veículos movidos a combustíveis fósseis correspondem hoje a 15% do total das emissões. Na luta contra as sérias consequências do aquecimento global nesse quesito está a Tesla, que tem contribuído até então com seus belos carros elétricos, mas não parece querer parar por aí. O mercado de transportes também inclui veículos de transporte de massa, trens, aviões, navios e até bicicletas e muita inovação pode vir por aí nos próximos anos.

Um desses exemplos é a Startup Scoot, que oferece aluguel de scooters, patinetes e bicicletas elétricas via aplicativo, muito útil em cidades com ciclovias.

A Scoot funciona e São Francisco e Barcelona 

 

3. SUBSTITUTOS DA CARNE

A emissão do gás metano, proveniente da criação de gado em larga escala, tem papel fundamental no aumento da emissão de GEE na atmosfera e nos desastres provocados pelas consequências do aquecimento global. Não à toa, Richard Branson, CEO da Virgin, disse que daqui a 30 anos toda a produção de carne será “plant-based”, ou seja, à base de plantas, e ele pode estar certo!  A pioneira Impossible Foods já recebeu mais de 75 milhões de dólares em investimento e rejeitou uma oferta de 300 milhões da Google em 2017 . A empresa esta empenhada  na missão de substituir toda produção de carne de base animal até 2035

Impossible Foods: bom demais para ser verdade?

 

4. EDIFÍCIOS VERDES

A arquitetura sustentável é uma forma de conceber os projetos de construções de modo a se otimizar o uso dos recursos naturais como a luz, a água, o vento, etc. Os edifícios verdes são exemplos da aplicação desse conceito em centros urbanos, o que já é uma tendência crescente. Um bom exemplo é o edifício Vista Guanabara, na área revitalizada do Rio de Janeiro, que conta com máxima eficiência energética, captação e aproveitamento da água da chuva, gerenciamento de resíduos, controle de erosão e jardinagem.

O mercado da construção verde continua crescendo no Brasil apesar da crise. Acima, o edifício comercial Vista Guanabara

 

5. MONITORAMENTO FLORESTAL E HORTAS URBANAS

Só em setembro de 2017, foram 106 mil incêndios na Floresta Amazônica, que mostra que ainda estamos longe de nos livrar das consequências do aquecimento global. O impacto da agricultura no desmatamento pode em parte aliviado pelo cultivo das hortas urbanas já bem populares em várias partes do mundo. Um exemplo desse tipo de iniciativa é a Bowery Farming que utiliza armazéns em centros urbanos para reduzir a pegada de carbono e 95% a menos de água em relação às hortas tradicionais.

Outra forma de diminuir os impactos do desmatamento é investindo no monitoramento das florestas. É o que faz o app  Global Forest Watch que utiliza algoritmos para analisar e identificar imagens de satélite em tempo real detectando eventos como construções de estrada, começos de incêndio, etc. oferecendo para qualquer pessoa a possibilidade de agir ou até mesmo prevenir o desflorestamento.

O app traz a informação sobre o desflorestamento em tempo real para qualquer pessoa

 

 

 

 

 

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