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Mais Comida, Menos Impacto: O Futuro da Nossa Alimentação em 10 Startups


De acordo com estudo publicado no jornal britânico The Guardian, evitar alimentos à base de proteína animal e laticínios é uma forma eficiente de se combater os impactos ambientais consequentes da emissão de gases de efeito estufa e da escassez de recursos hídricos. Mas o que torna a alimentação sustentável? Seria somente o potencial de não gerar impactos ambientais negativos na sua cadeia produtiva?

A proteína animal e o leite são responsáveis por em média 18% das calorias consumidas e 37% das proteínas consumidas diariamente por um ser humano. Contudo, mais de 60% das emissões de gases de efeito estufa são proveniente da atividade pecuária extensiva.

Se olharmos sob o ponto de vista cíclico, a alimentação sustentável não é somente aquela que considera os impactos negativos dos processos produtivos somente até o momento em que o alimento chega ao mercado ou à mesa do consumidor.

Isso significa que além de todos os impactos sociais* e ambientais negativos pré-consumo, devemos também considerar: o desperdício de alimentos que são descartados nos lixões por varejistas e consumidores, o emprego de embalagens descartáveis inadequadas e a dificuldade de acesso aos alimentos por boa parte da população mundial.

*OBS: No Brasil, por exemplo, a agricultura e a pecuária extensiva têm relação direta com a grilagem de terras e com a escravidão moderna.

Hoje existem quase 800 milhões de pessoas no mundo vivendo em estado de mà nutrição.

De todos esses impactos negativos associados ao ciclo de vida dos alimentos o mais urgente hoje seja talvez a falta de acesso à eles. Existem quase 800 milhões de pessoas no mundo vivendo em estado de má nutrição, no mesmo mundo que desperdiça anualmente cerca 1.3 bilhões de toneladas de alimentos.

Não há como chamar de alimentação sustentável algo que esteja dentro dessa lógica, embora muitos acreditem que o problema do desperdício e da desnutrição estejam mais relacionados à ausência de políticas públicas à práticas de sustentabilidade, o que não é inteiramente verdade.

A alimentação sustentável não deve estimular o desperdício. Excesso de condimentos, embalagens inadequadas e uso de certos produtos químicos são razões para 40% do que é produzido globalmente nem chegar às prateleiras dos mercados ou estragarem antes do tempo.

A alimentação sustentável deve sim resultar de práticas sustentáveis, mas isso quer dizer também, resilientes. Excesso de condimentos, embalagens inadequadas e uso de certos produtos químicos são razões para 40% do que é produzido globalmente nem chegar às prateleiras dos mercados ou estragarem antes do tempo.

Além do mais, o emprego de pesticidas e outras técnicas agrícolas extensivas estão tornando as terras cada vez mais improdutivas, o que afeta bastante aqueles que dependem do cultivo para subsistência, em geral, os mais pobres.

O cenário é definitivamente ruim, mas felizmente, já existem centenas de novas organizações e empreendedores que começam a apontar para um futuro um pouco mais promissor no que diz respeito aos impactos da nossa alimentação…precisamos falar deles:

1. CHIRP CHIRPS

A ideia é inusitada, mas também interessante, utilizando insetos (grilos, em sua maioria) como base de seus produtos eles pretendem tornar a alimentação sustentável a partir da cultura da entomofagia, comum em alguns países asiáticos. A ideia é empregar este recurso no lugar daqueles à base de proteína bovina e do leite.

2. CLUBE ORGÂNICO

Essa startup brasileira decidiu facilitar o acesso do consumidor ao produto orgânico natural. O objetivo é tornar a alimentação sustentável eliminando o intermediário e conectando diretamente produtores a consumidores.

3. OUMPH!

Essa startup desenvolveu um tipo de proteína à base de plantas com o objetivo de impulsionar a alimentação sustentável oferecendo um substituto da carne com sabor e textura semelhantes, segundo os próprios consumidores.

4. PROOF BAKERY

Essa padaria artesanal londrina decidiu fazer a diferença contratando refugiados de outros países. Em parceria com ONG’s locais, eles também oferecem cursos de padeiro dedicados exclusivamente a refugiados, combatendo a exploração desse tipo de mão de obra (que normalmente é desumana) e aumentando a oferta de profissionais qualificados no mercado.

5. SIX LEGS FARM

Essa startup esta trabalhando para se tornar a maior fornecedora de proteínas de inseto da Europa. Essa fazenda de insetos quer contribuir para a alimentação sustentável do mundo apostando também na cultura da entomofagia.

6. ALPENGUMMI

A maioria das pessoas não fazem ideia do quando as gomas de mascar podem ser ruins para o meio ambiente. Elas são feitas de materiais sintéticos derivados do petróleo como resina e parafina e por isso não são somente prejudiciais a saúde. Foi pensando nisso que a Alpengummi decidiu fazer um tipo de chiclete completamente orgânico e natural, feito à base de plantas e, portanto, muito menos danoso para os consumidores.

7. UNVERSCHWENDET

Essa startup decidiu contribuir na luta por uma alimentação sustentável a partir do combate ao desperdício. Utilizando excedentes de frutas e vegetais que sobram nos mercados, a Unverschwendet cria geleias, conservas, compotas, marmeladas e caldas saborosas.

8. SCIO

Este objeto que parece ter saído de um filme de ficção científica funciona praticamente como um laboratório portátil para o consumidor. A partir da da luz emitida pelo alimento, o dispositivo identifica os seus componentes químicos e fornece informações sobre açúcares, calorias, carboidratos, composição, etc.

9. MIMICA

Essa startup londrina quer combater o desperdício de comida criando etiquetas inteligentes, capazes de informar com precisão a data de expiração de cada alimento e a fase em que ele se encontra naquele momento.

10. WEFARM

Existem aproximadamente 500 milhões de pequenos proprietários de fazendas no mundo, a maioria deles, vivendo com menos do que 1 dólar por dia e se alimentado daquilo que eles mesmos produzem. São eles também os mais afetados pelas mudanças climáticas, não raro, perdendo meses de trabalho, quando não perdem também as suas propriedades. We Farm é uma startup nigeriana que conecta fazendeiros, pequenos e grandes do mundo todo numa rede de informações e dados valiosos que ajudam esses pequenos fazendeiros a protegerem suas colheitas impulsionar suas atividades no dia a dia.

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