MARCAS E PRODUTOS

As marcas usadas pelos supremacistas de Charlottesville (e o que elas fizeram sobre isso)


Semana passada em Charlottesville, centenas de pessoas se reuniram para mostrar para o mundo que os ideais de supremacia hetero-cristã-branca são muito mais do que memes de internet com frases de ódio espalhadas pelas redes sociais. Até então, a imagem desses grupos estavam associadas a um bando de rednecks, moradores de trailers e adolescentes carentes que destilam o seu “ódio a humanidade” de dentro dos quartos onde vivem sustentados pelos pais.

Pois o que vimos em Charlottesville foi mais do que isso, sim, vimos um bando de “losers”, mas um bando organizado e armado (alguns chegam a portar armas de fogo, vejam o vídeo do VICE aqui https://www.youtube.com/watch?v=P54sP0Nlngg ) que fazem uso de diversos tipos de aparatos, desde vestimentas a equipamentos de esporte “adaptados” até tochas de bambú da marca TIKI (nome referente a cultura polinésia… no mínimo irônico, não?).

Esse tipo de acontecimento coloca mais uma vez em questão o nosso papel da sociedade e, nesse contexto, o das marcas que estampamos em nossas roupas, veículos, equipamentos, etc. e que, querendo ou não, tornam-se parte da nossa identidade, associando-se aos nossos valores.

Veja aqui algumas das marcas usadas pelos supremacistas de Charottesville (e o que elas fizeram sobre isso)

 

  1. TIKI

A marca Tiki, que fabrica as tochas carregadas pelos infames protestantes de Charlottesville publicou uma declaração dizendo não estar de forma alguma associada a nenhum dos eventos que aconteceram em Charlottesville e, em nenhum momento, endossou esse tipo de mensagem.

 

2. DETROIT RED WINGS

Essa marca de um dos mais famosos times de hockey dos EUA chegou a ter a sua logo “adaptada” pelos supremacistas para uma versão mais “a la nazi”. O time publicou rapidamente uma declaração em seu site afirmando discordar veementemente do ocorrido em Charlottesville e reforçou estar tomando medidas legais para responsabilizar quem fez o uso deturpado de sua logomarca.

 

 

3. GO DADDY

A maior empresa de web hosting do mundo anunciou que daria 24 horas para o site neo-nazi local chamado Daily Stormer mudar para um provedor diferente. A decisão aconteceu após uma reportagem chamando Heather Hayer, a mulher que morreu tragicamente atropelada por um carro que acelerou contra a multidão que protestava contra os supremacistas, de “piranha gorda”.

 

 

4. NHL

A National Hockey League (ou Liga Nacional de Hockey) também não se omitiu diante do uso da marca do time de Hockey local Detroit Red Wings e publicou uma declaração se dizendo indignada com uso indevido da propriedade intelectual do tome local reforçando os valores contrários aqueles manifestos pelos supremacistas de Charlottesville.

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