NO TRABALHO

25 Top Empreendedores Negros que Todos Precisam Conhecer


Você sabia que 52% dos empreendedores brasileiros são negros? Tal estatística que, num primeiro momento, nos parece positiva é na realidade consequência de uma outra estatística nem tão positiva.

Cerca de 60% dos profissionais negros admitem ter sofrido racismo nos ambientes de trabalho (dados portal G1)

 

O dado citado acima contrasta com uma segunda estatística que revela a enorme desigualdade e preconceito presentes nos ambientes de trabalho das grandes empresas: no quadro de executivos das 500 maiores corporações do Brasil, apenas 4,7% são ocupados por negros (dados publicados pelo Instituto Ethos). Tamanho contraste entre este e o percentual de empreendedores negros no país nada mais é do que uma lógica inversamente proporcional, isto é, se as grandes empresas não abrem suas portas, o jeito é se virar sozinho.

Vale mencionar que desses 52% de empreendedores negros no Brasil, mais de 30% são empreendedores individuais (MEI), isto é, não empregam nenhum funcionário.

 

Empreendedores negros: inspiração e superação pra vencer as dificuldades

 

Se o empreendedor no Brasil já enfrenta dificuldades, os empreendedores negros mais ainda. Primeiramente, por terem menor acesso à educação empreendedora o que se soma ao pouco ou nenhum acesso às linhas de financiamento, capacitações de gestão e redes de negócios. Normalmente, dão início às atividades sem qualquer capital inicial.

Por outro lado observa-se no mercado brasileiro, uma resposta cada vez mais positiva em relação à marcas que apresentam valores ligados à diversidade e à inclusão social. O que já é chamado de “black money”, o consumo consciente do consumidor negro ou de quem busca dar suporte à causa,  já foi alvo de campanhas promovidas por grandes marcas através de grandes agências com resultados vergonhosos ou que revelaram, no mínimo, um caráter oportunista rapidamente identificado pelo público.

 

Há 3 anos, a marca Farm apresentou uma modelo vestida de Iemanjá, o que provocou uma revolta dos internautas que questionaram a ausência de uma modelo negra. 

 

Acontece que onde as grandes marcas e agências de publicidade predominantemente brancas e elitizadas falham, o empreendedor negro prospera. Nesses casos, o olhar sobre as questões raciais e a importância da cultura negra partem com a propriedade de quem vive o preconceito e a discriminação na pele. Além do lugar de fala, existe a transparência nos negócios, isto é, o consumidor precisa saber quem esta ganhando com a escolha que ele faz.

Veja abaixo exemplos de negócios e empreendedores negros que vão muito além do discurso.

1. FEIRA PRETA – ADRIANA BARBOSA

Com 16 anos de história, a Feira Preta é o maior evento de cultura e empreendedorismo negro da América Latina, onde os empreendedores mostram sua criatividade e inventividade nas áreas de moda, música, gastronomia, audiovisual, design, tecnologia, entre outras. O evento já teve 16 edições e já foi visitado por um público de cerca de 150 mil pessoas, conseguindo arrecadar mais de R$4,5 milhões para cerca de 900 expositores.

 

 

2. SALADORAMA – HAMILTON SILVA

O Saladorama é um negócio de impacto social cuja missão é a democratização do acesso à alimentação e à hidratação saudável e de qualidade. “Ficar saudável nunca foi tão fácil”, disse seu fundador Hamilton Silva que de decidiu investir na comercialização de sucos e saladas orgânicas feitas por moradoras de favelas. Três anos depois, o delivery de saladas de Hamilton se expandiu para projetos de educação nutricional exportado para Angola e Nairobi.

 

 

3. CONGOLINÁRIA – PITCHOU LUAMBO

Do Congo para São Paulo, o refugiado Pitchou Luambo trouxe toda sua experiência e com ajuda da sua filha Marie Luambo lançaram o Congolinária, restaurante que traz os sabores tradicionais (e veganos) do Congo com pratos típicos como as sambusas (uma espécie de esfiha), couve na mwamba (um refogado de couve com pasta de amendoim), pilao (arroz com vegetais e gengibre), pomme soute (batata temperada frita inteira) fufu (uma espécie de polenta), choux (refogado de repolho) dentre outros pratos.

 

 

 

4. MAKEDA COSMÉTICOS – SHEILA MAKEDA, SHIRLEY LEELA, SANDRA SILVA

A empresa Makeda Cosméticos é uma marca brasileira, criada a partir da demanda de um mercado carente em cuidados com os cabelos crespos e cacheados. Seu início é o resultado da jornada  três mulheres que juntas decidiram se dedicar à missão de contribuir para o resgate das raízes negras, tanto culturalmente, quanto no cotidiano.

Acima, as irmãs Shirley e Sheila Makeda.

 

5. BELEZA NATURAL – HELOÍSA (ZICA) ASSIS

Escolhida pela revista Forbes como uma das 10 mulheres mais influentes do Brasil, a ex-empregada doméstica Heloísa Assis fundou um negócio que hoje fatura mais de 140 milhões por ano. Na época que fundou sua empresa, nenhuma empresa de cosméticos projetava seus lançamento para cabelos como o seu até que ela mesma decidiu fabricar um. Aos 33 anos fundou o primeiro salão dedicado somente à cabelos crespos e cacheados, o Instituto Beleza Natural. Em menos de um ano a empresa já começava a abrir filiais. Pouco tempo depois a empresa começou a investir na fabricação e comercialização de seus próprios cosméticos, todos voltados para cabelos crespos e cacheados. Hoje, a Beleza Natural conta com 22 filiais espalhadas por cinco estados.

 

 

6. INSTITUTO MATAMBA – CECÍLIA CADILE

O Instituto Matamba oferece serviços em recepção, decoração e culinária afro-brasileira para eventos tais como recepções, casamentos, formaturas, etc. O Instituto nasceu da necessidade que seus criadores perceberam de ampliar a representação da comunidade negra e sua herança cultural nos eventos e cerimoniais de sua cidade, Salvador.

 

 

7. KILOMBU – VITOR DEL REY, ALLISON PAZ, KIZZY TERRA

Kilombu é um aplicativo que reúne ofertas de negócios e serviços de empreendedores negros. A ideia é incentivar, dar visibilidade e valorizar o trabalho deles. Segundo seu co-fundador: “O Kilombu é uma ação afirmativa exatamente quando se compromete a atenuar as desigualdades econômicas provocadas pela não distribuição equânime da renda produzida pelo país”.

 

 

8. DESABAFO SOCIAL – MONIQUE EVELLE

Criado em 2011 pela soteropolitana Monique Evelle, a Desabafo Social é uma organização que utiliza a comunicação e novas tecnologias para promover Educação em Direitos humanos através de formação e produção de conteúdo. Através do projeto Fazedores BR, busca-se promover uma imersão em Direitos Humanos e Produção de Mídias. Já o projeto Redes Vivas reúne profissionais e serviços da área de saúde e assistência para promover ações nos territórios junto com coletivos e organizações. Com o Inventividades a organização realiza ciclos de workshops e premiação de projetos na área da economia criativa.

 

 

 

9. SUSTENTA CAPÃO – JOSÉ CARLOS E BRUNO (CAPÃO) HORÁCIO

O Ateliê Sustenta Capão, localizado no Bairro do Capão Redondo em São Paulo oferece pães, cafés, salgados e doces artesanais em um ambiente super elegante montado com objetos reutilizados e reciclados. Os preços dos produtos são bastante acessíveis e ajudam a financiar oficinas de padaria e de reciclagem que são ministradas na própria comunidade.

 Acima, Bruno Capão e o famoso “Capão de Mel”

 

 

 

10. EBONY ENGLISH – RODRIGO FAUSTINO, DURVAL ARANTES, PRISCILLA FAUSTINO, ELENICE CARVALHO, CAMILA CAMARGO

A Ebony English é uma escola de idiomas que nasceu num momento de expansão sócio-econômica da população afro brasileira num contexto macro, onde os temas sociais surgiram numa dinâmica global, introduzindo desafios e oportunidades. O método de ensino é diferenciado, por meio de fatos históricos, políticos, sociais e culturais da comunidade negra do Brasil e do mundo.

Acima, Rodrigo Faustino, Durval Arantes e Adriana Barbosa na Feira Preta

 

 

 

11. BLACK CODES CONSULTING – DIEGO GERVAES E ADRIANA BARBOSA

A Black Codes é uma consultoria para desenvolvimento de estratégias de comunicação e negócios para empresas de médio e grande porte. Segundo seu co-fundador Diego Gervaes: “nós ajudamos negócios a entender o código da população negra e poder atuar nesse segmento”.

 

 

 

12. AFRO – ÉLIDA DE AQUINO, BARBARA VIEIRA E GRAUCIANA SANTOS

A Afrô chegou ao mercado brasileiro de beleza apresentando o serviço AfrôBOX  que é um clube de caixas por assinaturas idealizado para mulheres negras e mulheres com os mais diferentes tipos de cabelos crespos e cacheados. A start up, fundada há um ano, surgiu das dificuldades que as três sócias tinham em encontrar produtos para elas dentro desses serviços de assinatura.

 

 

 

13. XONGANI – ANA PAULA XONGANI E CRIS MENDONÇA

A Xongani vende roupas, brincos, turbantes e vários outros itens inspirados nas cores e formas africanas. O nome da marca, adotado como sobrenome pela sócia Ana Paula veio de Moçambique e se traduz em um dialeto local que significa “se enfeitem” ou”fique bonita”. Além do site que disponibiliza a venda online dos produtos a empresa também possui uma loja física em Arthur Alvim, São Paulo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4 Comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *