DICAS DO BEM

10 Marcas de Vestuário Acusadas de Explorar Mão de Obra Escrava


Algumas das maiores marcas de roupa no Brasil já foram flagradas ao explorar o trabalho escravo contemporâneo. A prática criminosa acontece em pequenas confecções terceirizadas, a maioria com funcionários imigrantes. Jornadas de 16 a 20 horas diárias, condições degradantes, tráfico humano, encarceramento, pouca ou nenhuma remuneração e uso de mão de obra infantil são algumas das práticas já encontradas em várias dessas empresas. O fomento criminoso a este tipo de prática reflete a falta de responsabilidade das marcas sobre seus fornecedores. Listamos aqui algumas das marcas já acusadas

1 – ZARA
Em agosto de 2011, equipes de fiscalização trabalhista flagraram, pela terceira vez, trabalhadores estrangeiros submetidos a condições análogas à escravidão produzindo peças de roupa para a Zara, do grupo espanhol Inditex

2 – RENNER
Em novembro de 2014, a Renner foi responsabilizada por autoridades trabalhistas pela exploração de 37 costureiros bolivianos em regime de escravidão

3 – MARISA
Em março de 2010, a fiscalização encontrou 16 bolivianos, um deles com menos de 18 anos, e um jovem peruano trabalhando em condições análogas à escravidão na fabricação de peças para a Marisa

4 – LE LIS BLANC
Fiscalização realizada em junho de 2013 resultou na libertação de 28 pessoas que, em regime de semi-cárcere, produziam peças para a grife Le Lis Blanc em três oficinas clandestinas diferentes, incluindo uma adolescente de 16 anos

5 – RIP CURL
Neste ano, a marca de roupas de surfe, Rip Curl, foi acusada de comprar suas peças de fábricas na Coréia do Norte que empregam pessoas em regime de semi-escravidão.

6 – M. OFFICER
Em 2013, uma ação resgatou um casal de bolivianos produzindo peças da M.Officer em condições análogas à escravidão em uma confecção na região central de São Paulo.

7 – ARGONAUT / PERNAMBUCANAS
Em 2011, auditores do trabalho flagraram uma confecção, na zona norte de São Paulo aonde 16 pessoas, vindas da Bolívia, eram exploradas em condições de escravidão contemporânea na fabricação de roupas. O grupo costurava blusas da coleção Outono-Inverno da Argonaut, marca jovem da Pernambucanas

8 – COLLINS
A Defensoria Pública da União em São Paulo ajuizou ação civil pública contra a empresa de vestuário Collins, envolvida em flagrante de trabalho análogo à escravidão em agosto de 2010.

9 – UNIQUE CHIC
Em março de 2014, a fiscalização flagrou exploração de trabalho escravo e tráfico de pessoas em uma oficina localizada na Zona Leste de São Paulo. Entre os 19 trabalhadores libertados estava um adolescente. Todos eram peruanos

10 – FENOMENAL
Em agosto de 2013, ação realizada em São Paulo pelo Ministério Público do Trabalho encontrou oficina clandestina onde 13 costureiros bolivianos costuravam peças de roupa da Fenomenal

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